Consequências do descarte inadequado de resíduos hospitalares

 em Ambiental

Autora: Letícia Martins

A problemática acerca do manejo e descarte eficiente dos resíduos produzidos pela população se expande desde a segunda metade do século XX, como consequência dos novos padrões estabelecidos pela industrialização. Desse modo, houve o aumento da geração de resíduos, tornando-os superiores à capacidade de absorção da natureza e ocasionando efeitos degradantes tanto para a saúde ambiental quanto populacional. A grande questão é que um considerável contingente destes resíduos são de origem hospitalar, os polêmicos Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (RSS)

resíduos

Como é possível caracterizar os RSS? 

Estes rejeitos correspondem a resíduos biológicos, químicos, perfurocortantes e que oferecem atividades médico-assistenciais ou de ensino e pesquisa na área da saúde, voltadas às populações humana ou animal. Além disso, apresentam características como patogenicidade, toxicidade, reatividade, corrosividade e inflamabilidade, manifestando características patogênicas que em contato com o meio ambiente e a saúde populacional podem acarretar em inúmeras consequências, por isso o descarte desses materiais é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Quais os impactos do descarte inadequado destes resíduos?

Conforme pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o lixo hospitalar não tratado e descartado de modo inadequado é responsável por 116 milhões dos casos de hepatite, assim como 900 mil dos casos de HIV em todo o mundo por ano. 

 

Além disso, os RSS não tratados podem ser responsáveis gerar os seguintes problemas:

 

  • Manutenção de diferentes espécies bacterianas viáveis; 
  • Contaminação do solo, vegetação e até das águas subterrâneas;
  • Obstrução de fluxo de água de chuvas, o que pode resultar no surgimento de lagoas e poços d’água, os quais podem compor habitats suscetíveis à proliferação de vetores transmissores de várias doenças;
  • Acidentes e ferimentos nos trabalhadores da limpeza urbana, reciclagem e pessoas/animais em situação de rua;
  • Transmissão direta e indireta de doenças;
  • Vazamento e contaminação de soluções químicas, sobretudo as utilizadas em clínicas odontológicas, tais como com base no glutaraldeído.

 

Os problemas resultantes do descarte inadequado dos resíduos hospitalares são enormes, no entanto, acabaram ganhando atenção midiática e social graças à pandemia de Covid-19. Um grande exemplo disso é o Projeto de Lei 533/22, o qual busca aumentar as penalidades em caso de descarte incorreto do lixo hospitalar contaminado pelo vírus Sars-CoV-2, agente causador da pandemia de Covid-19.

 

O Projeto de Lei em questão está em análise na Câmara dos Deputados e altera as leis de Crimes Ambientais e de Resíduos Sólidos. Além disso, ele é mais uma estratégia de reafirmar a necessidade de um descarte adequado, contudo, é imprescindível que todo resíduo além de descartado seja tratado de acordo com as legislações ambientais, de modo a estabelecer protocolos para um encaminhamento seguro e otimizado. Afinal, por meio do planejamento e da adequação dos procedimentos de tratamento e descarte é possível atenuar os riscos de contaminação e acidentes, além de diminuir o volume de resíduos a serem tratados.

 

Na prática, como é possível começar a estabelecer estratégias para descartar estes resíduos corretamente?

 

Além do Manual de Boas Práticas, o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) constitui um documento que faz parte do processo de licenciamento sanitário e é o passo principal para os serviços de saúde se adequarem às normas, sobretudo por seu caráter burocrático obrigatório. Desse modo, a documentação se baseia nos princípios da não geração e minimização da produção de resíduos. Assim, nele devem ser descritas as ações relativas ao manejo e tratamento, desde a geração, até a disposição final dos resíduos, além da proteção à saúde pública e ao meio ambiente, as quais devem ser garantidas nos processos operacionais dos serviços de saúde.

Uma forma de descomplicar estas etapas, garantindo a segurança documental e a sustentabilidade dos serviços de saúde é a busca pelo apoio de empresas como a Prisma, as quais prestam consultoria e trabalham de modo a agilizar etapas burocráticas e estabelecer estratégias de descarte, com um preço abaixo do mercado, bem como a qualidade e personalização que você merece.

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Referências:

 

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